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A TRAJETÓRIA DO TEATRO CEART

A raiz do Centro de Artes de Paulínia - Ceart está primeiramente ligada ao Movimento Revolucionário do Teatro (1973), e sua rebelde sigla MORTE. Movimento artístico vigiado de perto por agentes de órgãos repressores como o Dops, o Doi-Codi e principalmente pelo Departamento de Censura da Polícia Federal, onde era obrigado a submeter suas peças ao Exame Visual (apresentação em Sala Fechada para um Delegado da Polícia Federal - Censor). O MoRTe foi responsável pela transformação do teatro campineiro e dele, direta ou indiretamente, a maioria dos grupos da região originou.

 

Nascido dentro de uma Escola, no antigo Colégio Aníbal de Freitas o Movimento lança o projeto A Escola Vai ao Teatro (1974) para assistir o musical Morte e Vida Severina, no então reformado Teatro Municipal José de Castro Mendes, de Campinas. Articula com tradicionais Grupos Campineiros, o Conservatório Carlos Gomes; com os DCEs e com os Centros Acadêmicos da Unicamp a reestruturação da Federação Campineira de Teatro Amador. Em 1979, com a criação da lei que regulamenta a profissão do ator, coube ao Movimento Revolucionário do Teatro propor junto à Confederação de Teatro Amador do Estado de São Paulo (COTAESP) o desenvolvimento de Cursos/Montagens para iniciantes com orientação profissional.

 

Nasciam as chamadas Oficinas de Teatro. Em 1982, as Oficinas, adotadas pela Secretaria de Estado da Cultura, passam a ser realizadas junto à Delegacia Regional de Cultura, abrindo-se também o espaço para crianças de 06 a 12 anos, o teatro como exercício de liberdade. O Movimento dentro de sua vocação natural reforça a necessidade da preparação plena do ator (interpretação, musicalidade e corpo) adotando o nome de Centro de Estudos e Artes. São abertas as Oficinas de Teatro de Mogi Guaçu; Serra Negra e Santa Bárbara D´Oeste..

 

Em 1993, o projeto é implantado na cidade de Paulínia com a proposta da montagem de um primeiro musical. Integrando em definitivo além das aulas técnicas de preparação teatral as aulas de Preparação Vocal, Musicalização e Biorrítmica Corporal, por meio de Exercícios e Técnicas de Dança, desponta nos fundos da antiga Biblioteca Municipal na Rua Aristóteles Costa, 208, o CEART Centro de Artes de Paulínia.

 

A abertura acontece no dia 27 de março de 1993, com uma performance em homenagem ao Dia Internacional do Teatro e a apresentação de O Homem, a Mulher e a Flor, de Brecht além da estréia do infantil A Bruxinha que era Boa, na Sala do Antigo Cinema, trazendo no elenco crianças de 06 a 12 anos. E o primeiro musical da cidade: ZUMBI (texto de Geanfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, e músicas de Edu Lobo), com Direção Musical de Olavo Nascimento, Preparação Vocal de Margareth Almeida; Coreografias da bailarina Daniela Fischer. O musical Zumbi conquista já em 1994 o Festival Regional de Teatro de Campinas, a Campanha de Popularização dos Profissionais de Teatro, o Festival Estadual de Teatro e, por dois anos seguidos, os principais Prêmios em todas as categorias, por todos os Festivais que passou.

 

O Teatro de Paulínia torna-se referência na preparação de atores. Elogiado pela música tocada ao vivo e por ser até então o único elenco brasileiro na montagem de musicais, que cantava em cena aberta sem uso de microfones. De lá para cá foram mais de cinqüenta prêmios conquistados em todo o Brasil. O Método de Preparação de Atores do Ceart, por meio de montagens, passa a ser implantado nos principais centros de formação do Brasil..

 

Em 27 de março de 2008, ao completar 15 anos em Paulínia, já como grupo independente, o Ceart oficializa-se como Associação Cultural Teatro Musical Ceart Centro de Artes de Paulínia, sob a presidência da Atriz, Diretora e Licenciada em Dança pela Unicamp, Daniela Fischer. Numa parceria com o Departamento de Teatro da Secretaria de Cultura, os ex-alunos das Oficinas, hoje profissionais do Ceart, desenvolvem vários Projetos em benefício da comunidade. Dentre os projetos desenvolvidos na cidade e hoje repetidos por vários cursos brasileiros, destacam-se O Teatro Como Exercício de Liberdade (destinado a crianças de 06 a 12 anos), na área de Teatro/Educação; o Grupo de Teatro da Maior Idade referência nacional e por várias vezes tema de trabalho de conclusão de Curso de Faculdade de Educação da Unicamp; as Oficinas de Teatro, que profissionalizaram a maioria dos atores da cidade por meio da Avaliação do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo SATED, a Oficina de Vivência da Memória (com apoio de uma equipe Multidisciplinar, unindo exercícios de teatro, dança e música com as novas conquistas na área da neurociência). Além de Projetos como A Escola vai ao Teatro e já famosas Performances Artísticas nos Portais, nas ruas ou performances com temáticas específicas em parceria com as diversas Secretarias.

 

Hoje, o Teatro Musical Ceart é reconhecido e respeitado por seu repertório de musicais e qualidade cênica com música e canto ao vivo (sem o auxílio de microfones) e pelo cuidado na escolha de autores e textos que valorizam a palavra. No repertório do grupo destaque para os Musicais "Para Viver um Grande Amor" (coletânea da Obra de Vinícius de Moraes, espetáculo apresentado por todo o Brasil e que ganhou repercussão internacional); "Chico Buarque: Sem Fantasia" (coletânea da obra de Chico Buarque de Hollanda); "Roda Viva" (comédia musical); "Drummond" (coletânea da obra de Carlos Drummond de Andrade). E musicais infantis como Flicts (de Ziraldo) "Os Saltimbancos" (releitura da Fábula Musical de Sérgio Bardotti), "Chapeuzinho Vermelho", e "Pluft, o fantasminha"(clássico de Maria Clara Machado),

 

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